Nesta quinta-feira, 6 de abril, no Palácio do Planalto, Vitória da Conquista teve sua importância  reconhecida em plano federal. O prefeito Herzem Gusmão foi recebido em audiência pelo presidente da república, Michel Temer, e pelo Ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, para tratar do apoio do Governo Federal na busca de uma solução para o problema da falta de água na região.

Acompanhado dos deputados federais Lúcio Vieira Lima e Arthur Maia e do ex-governador, Nilo Coelho, o prefeito foi a Brasília discutir a questão do desabastecimento hídrico do município. Enfrentando o terceiro racionamento em 4 anos, Vitória da Conquista passa por uma situação ainda mais crítica por falta de investimentos estaduais, agravada pelo efeito da seca, motivo que fez o prefeito decretar estado de emergência e buscar suporte no Governo Federal para realização de intervenções.

“Conquista não pode se apequenar e ser enganada como tem sido. Cansamos de cancelamentos de licitações. Abrimos diálogo com a Embasa-Governo do Estado, viabilizamos recursos federais para algumas intervenções, que eles ainda não tiraram do papel. De fato, nos últimos anos, a situação de desabastecimento de água, apesar de ser nosso maior problema, foi posta em segundo plano pelo governo estadual. Tiveram 20 anos e nada fizeram. Não podemos mais aceitar isso. Com apoio dos nossos deputados federais viemos discutir a questão diretamente com o presidente, Michel Temer, em busca de uma solução”, disse o prefeito Herzem Gusmão.

Já o ex-governador, Nilo Coelho, que esteve presente na discussão levando o exemplo concreto de Guanambi, cidade da região em que foi prefeito, e que graças a sua interferência política e recursos federais conseguiu vencer a crise de abastecimento, foi enfático: “Sei muito bem o que significa o problema da falta de água. E sei que podemos resolver o problema de Conquista com apoio e prestígio junto ao governo federal, coisa que apesar de ter governo federal, estadual e municipal, o PT relegou a segundo plano nos anos que administraram Conquista. Em Guanambi, por exemplo, que não tinha água, temos hoje mais de 92 milhões de metros cúbicos de reserva que resolveram o problema, com apoio e recursos federais e emendas parlamentares ao longo do tempo, vindas desde a construção da barragem do Ceraíma, depois do açude de Poço do Magro e, mais recentemente, da Adutora do Algodão, de 110 km vinda do São Francisco, realizada pelo Ministério da Integração Nacional. É inconcebível que a segunda cidade do interior da Bahia não tenha resolvido esse problema, por pura falta de interesse e vontade política de quem administrou a cidade por tanto tempo. Tenho certeza que, com apoio do presidente Temer e do Ministro Imbassahy, vamos conseguir do Governo Federal uma solução, fazendo em breve espaço de tempo o que eles do PT prometeram e não fizeram em 20 anos”, conclui o ex-governador.

O Ministro Imbassahy destacou que a questão da água é a mais importante da região, e que o governo federal certamente vai buscar a solução mais rápida para atender a demanda do município. “A barragem do Catolé já tem a possibilidade de recursos serem alocados, precisamos apenas identificar a melhor solução, com mais celeridade na execução. Conjuntamente, vamos estudar também uma solução mais estruturante e de longo prazo no rio Pardo. Conquista e toda região Sudoeste pode contar, dessa vez, com o apoio efetivo do Governo Federal. Há a sensibilidade do presidente Temer para a questão e a determinação de resolver o problema. O que não dá mais é a população conquistense ficar sofrendo com racionamentos e sem solução alguma”.

O prefeito Herzem foi enfático na saída da audiência. “Chega a ser desumano o que fizeram com nossa cidade. Submeter crianças e idosos a conviver em pleno século 21, com o drama da falta d’água. Saímos de um governo de discurso e pouca efetividade, que surfou em uma onda positiva, da descentralização dos recursos da saúde e da educação, e da força do trabalho de nossa gente e empresários e quis se apropriar da história do crescimento de Conquista como se fosse sua. Mas, na realidade, deixaram um governo desorganizado, com uma estrutura financeira obsoleta, com uma estrutura administrativa cheia de vícios, com a Emurc com uma dívida de mais de R$ 30 milhões. E pior, com resultados pífios em setores essenciais: uma saúde com baixa cobertura, uma educação que não atinge índices, e uma população sem água para matar a sua sede. Devagar vamos mudando esse quadro e mostrando resultados. Temos certeza do apoio do Governo Federal. Vamos resolver essa questão através do empenho dos nossos deputados, do prestígio do nosso partido junto ao presidente, e muito rapidamente teremos o início da construção da barragem com recursos federais”.